Perguntas Frequentes

O que é uma bomba de óleo ?

É o componente do motor que retira o óleo do cárter e o envia através da galeria principal de lubrificação, para partes diversas do motor a serem lubrificadas. É a chamada lubrificação forçada.

Como funciona uma bomba de óleo ?

A bomba desloca o óleo através da rotação de engrenagens ou rotores internos. Esta rotação é obtida pelo giro do próprio motor, ou seja, a bomba de óleo não tem vida própria, pois depende do próprio motor para funcionar.

Qual o material empregado na fabricação da bomba de óleo ?

As bombas de óleo são compostas de: corpo, tampa, eixos, engrenagens internas e válvula. Motores a gasolina ou álcool:

 .O corpo e a tampa são feitos de alumínio injetado sob pressão;

.Os eixos e a válvula: Aço tratado termicamente;

.Engrenagens: Ferro sinterizado.

 

Embora não seja uma regra, nos motores a diesel, a maioria dos modelos utiliza ferro fundido para o corpo e tampa, aço tratado para os eixos, válvula e engrenagens. 

Como a bomba consegue deslocar o óleo do cárter para o motor ?

Definimos a bomba de óleo como sendo de “deslocamento positivo”, ou seja, possui grande capacidade de comprimir o óleo que sai dela e continua “mandando óleo” mesmo sofrendo resistência em sentido contrário. Isto é conseguido pela rotação das engrenagens internas que “carregam” o óleo pelo vão que existe entre os dentes e a carcaça da bomba, criando um efeito de “sucção” que chupa o óleo pelo pescador. Considerando que as engrenagens giram muito rápido (em média 40 rotações por segundo) o óleo sai deste vão com força para ser filtrado e subir até as partes altas do motor.

A força que ela faz é muito grande ? Qual a razão para isto?

Sim, bastante! Primeiro por que ela tem o dever de continuar mandando óleo para o motor, mesmo sujeita ao que chamamos “contra pressão” do motor e, se dependesse somente de seu princípio de funcionamento, ela seria capaz de mandar o óleo com tanta força que destruiria alguns componentes do motor, como por exemplo, os filtros e radiadores de óleo. Por esta razão, existe a válvula de alívio, que normalmente é acoplada à própria bomba, que tem a função de diminuir esta força, quando o giro do motor aumenta muito.

Bem, já que ela é tão forte, não corre o risco de desgastes ?

ntenda que, qualquer peça de um veículo em uso está sujeito a desgastes. Veja como este acontece: O óleo lubrificante trabalha com o esforço do motor, forçando a passagem pelas folgas internas da bomba. Temos então, por conseqüência, um esforço radial nas engrenagens internas, ou seja, o óleo empurra as engrenagens contra seus eixos, os quais, se não fossem tratados termicamente, elas “abririam o bico” rapidamente.

Com isto, veja as conseqüências: 

.Os dentes das engrenagens tendem a “afinar”, a carcaça ou corpo da bomba crescem e a folga entre o topo das engrenagens e a tampa cria um vão;

.O embolo da válvula de alívio diminui, deixando de vedar corretamente o óleo;

.A mola da válvula começa a ficar “cansada” e “enfraquece”, abrindo antes da hora, ou seja com contra-pressão do motor.

 

Tudo isto, acontece quase ao mesmo tempo e, somando-se as conseqüências, chega-se à conclusão que é hora de troca a bomba. Geralmente isto acontece no momento em que há o desgaste da bronzina.

É possível dar uma “garibada” na bomba de óleo, antes de trocá-la ?

Por incrível que pareça, ainda existem profissionais que preferem “dar um jeitinho” para economizar e prolongar a vida de alguns componentes automotivos. Hoje, com a automação industrial e a alta tecnologia empregada pelos fabricantes, é possível adquirir  produtos altamente confiáveis, com preços justos e perfeitamente viáveis para qualquer bolso. Tratando-se de bombas de óleo a famosa “meia sola” é bem difícil.

A luz do óleo ascendeu! Não se preocupe, basta dar uma “esticadinha” na mola da válvula que a pessão volta ao normal, certo?

sta solução só funciona se a causa for o desgaste da mola. Ainda assim, por pouco tempo. Ao esticar a mola, deforma-se e altera-se sua estrutura, diminuindo ainda mais sua resistência, fazendo-a voltar rapidamente à situação anterior e, ascendendo novamente a luz do óleo.

Posso passar a tampa da bomba na lixa para que ela volte a ter pressão?

 resultado desta empreitada é igualmente bastante duvidoso. A tampa deve ter uma característica dimensional chamada “planicidade”, com campo de tolerância muito apertado para se conseguir na lixa. Além disto, existe outra característica denominada “rugosidade”, que por sua vez, é impossível de se atingir em um processo manual e tão precário. Uma planicidade adequada impede o refluxo interno do óleo (invés de ir para o motor, o óleo volta pela folga da tampa) e a rugosidade dentro dos padrões originais, permite a perfeita vedação corpo-tampa da bomba, impedindo a perigosa entrada de ar no circuito do óleo

Quer dizer então que não dá mesmo para fazer uma “meia sola” na bomba de óleo?

Vamos primeiro relembrar o que acontece na bomba usada:

1)  Desgaste do êmbolo da válvula, que deixa de vedar o óleo em marcha lenta e rotações médias.

2)  Fadiga da mola, com as mesmas conseqüências descritas acima

3)  Desgaste na superfície interna da tampa, que causa o refluxo do óleo dentro da bomba, diminuindo a pressão do óleo no motor

4)  Desgaste no furo da engrenagem interna movida

5)  Desgaste do diâmetro externo das engrenagens

6)  Desgaste do corpo do corpo da bomba na região do alojamento das engrenagens

7)  Desgaste do eixo fixo

8)  Desgaste do mancal do eixo acionador da bomba

9)  Desgaste na largura dos dentes das engrenagens

 

Os itens “4” ao “9”, ocorrem em “efeito cascata”, ou seja, basta um ocorrer, para que os outros ocorram logo em seguida e a conseqüência é a mesma: Refluxo interno do óleo.

 

Para os itens 1 e 2, deve-se trocar o êmbolo, já que é bastante difícil “aumentar” o diâmetro do velho ou “diminuir” o diâmetro do cilindro da válvula e trocar a mola por uma nova.

 

Não adianta “esticar” a mola e também, deve-se, pela mesma razão, tomar cuidado com a colocação de “calços”, pois a mola velha já ultrapassou seu limite de vida em relação à fadiga, além do que, o calço pode simplesmente impedir o curso de abertura da válvula.

 

Para o item 3, deve-se fresar ou retificar a superfície da tampa, deixando espessura suficiente para que não “empene”, respeitando a exigência de planicidade em torno de 4 a 6 centésimos de milímetro. Para os itens 4, 5 e 6, deve-se trocar as engrenagens por outras, uma vez que é quase impossível acrescentar material nas usadas.

Nos demais itens, a solução seria a colocação de buchas ou “camisas” e posterior retífica nos eixos e mandrilamento nos furos da carcaça da bomba.

 

Uma vez seguidos estes preceitos, pode-se dizer que se fez uma “meia sola” razoável.

 

Contudo, pelo trabalho e custo, é mais fácil e barato colocar uma bomba nova, não é?

Com que freqüência deve-se trocar a bomba de óleo?

Já dissemos anteriormente que a vida útil de uma bomba, é parecida com a das bronzinas, porém, dependendo do cuidado e da maneira como é feita a manutenção do motor, a vida útil cai bastante, veja:

 O óleo que passa pela bomba não é filtrado e, como suas folgas e ajustes têm a mesma ordem de grandeza do ajuste das bronzinas, ela se torna vulnerável às partículas, sujeiras e depósitos de carvão, resultantes das funções “limpadora” e “detergente” do óleo lubrificante, que volta para o cárter e passa pela bomba antes de ficarem retidos no filtro. Estas partículas tornam o óleo abrasivo, que acentua o desgaste da bomba. Portanto,  a recomendação é trocar a bomba sempre que se trocar as bronzinas.

Mas na hora de trocar as bronzinas, a bomba pode estar boa?

Pode, mas não como regra e sim como exceção. Conforme as bronzinas vão se desgastando, vai ocorrendo o desprendimento do material que as compõe, contaminando o óleo do cárter, tornando-o progressivamente mais abrasivo. Este óleo contaminado é aspirado pela bomba antes de passar pelo filtro. É claro que este processo ocorre após milhares de quilômetros, mas isto contribui para o desgaste da bomba. É preciso pensar também que na medida em que há o desgaste das bronzinas, as folgas de óleo aumentam, causando a diminuição gradativa da pressão do óleo, que na verdade é a contrapressão que o óleo tem que vencer. Ao trocarmos as bronzinas, a folga do óleo volta ao normal, elevando novamente a pressão do óleo, deixando a dúvida: Será que a bomba velha terá força para vencer esta nova contrapressão? Se tiver, por quanto tempo irá agüentar esta pressão de trabalho maior, se sua vida útil já ficou comprometida com o desgaste anterior?

Como posso saber se devo ou não trocar a bomba de óleo?

Geralmente em 2 situações:

a) Quando a bomba é causadora da queda de pressão do óleo;

b) Quando não se quer comprometer a garantia de um serviço caro e trabalhoso, como a troca de bronzinas e/ou serviço de recondicionamento do motor.

 

No primeiro caso, é preciso ter certeza de que a bomba é “culpada sozinha” pela queda do óleo, uma vez que esta queda pode ser conseqüência de vários outros fatores, que inclusive podem até ser simultâneos. (explicaremos mais adiante) Por enquanto, vamos ficar com a hipótese de que a bomba é a única causadora da queda de pressão. Isto acontece quando a bomba não consegue vencer a contrapressão normal do motor e uma das causas disso é o refluxo interno do óleo, ou seja, devido às folgas excessivas, fica estabelecida a comunicação entre o lado de pressão da bomba com o setor de sucção e o óleo que deveria ir para o motor, acaba voltando por entre as folgas da bomba, para o lugar que entrou. Então, podemos dizer que esta bomba não está “mandando” para o motor a quantidade de óleo que deveria para aquele determinado giro. Para se certificar disto, a bomba deveria ser colocada em um equipamento que determinasse sua vazão em uma determinada rotação e ser submetida a uma carga contrária, simulando o que acontece no motor. Se esta vazão ou quantidade de óleo estiver abaixo do padrão, constataremos que a bomba é a causadora da queda de pressão, devendo ser trocada. Porém, como a maioria dos aplicadores não dispõe deste equipamento, a solução é a desmontagem da bomba e a verificação de suas folgas: Engrenagens-tampa, engrenagens-corpo, espessura dos dentes das engrenagens internas, engrenagem movida eixo fixo, eixo motor-mancal e, finalmente, o ajuste do embolo com o cilindro da válvula.

 

Todas as folgas devem estar dentro do especificado, pois basta apenas uma estar fora do padrão, para comprometer todo o desempenho da bomba. O grande inconveniente de desmontar a bomba de óleo, é que ao remontá-la, será necessário testar sua estanqueidade, ou seja, verificar se ao recolocarmos a tampa, o fizemos de forma a impedir a entrada de ar e/ou saída de óleo entre o corpo e a tampa da bomba. 

 

Quando a válvula de alívio é acoplada à bomba (maioria dos casos) deve-se levar em conta a possibilidade de a mola estar em processo de fadiga, o que faria a pressão do óleo cair antes do tempo normal, pois a mesma abriria compressão menor e teríamos o mesmo efeito de refluxo do óleo. No segundo caso, aconselhamos a troca da bomba, levando-se em conta o seguinte:

 

1)Para que não haja nenhum problema quanto ao  serviço de recondicionamento do motor, não poderá haver fugas de óleo em nenhum ponto do circuito de lubrificação: Ajustes do virabrequim, comandos e principalmente na própria bomba.

 

2)Quando o motor é recondicionado, a contra-pressão que age na bomba é maior, o que tende a acelerar o fim de sua vida útil. Quando isto acontecer, geralmente no fim da garantia, todo o serviço estará comprometido.

 

3) Por melhor que tenha sido feito o serviço de recondicionamento, nada poderá resistir se houver fuga de óleo dentro da bomba “velha”, a pressão necessária para a lubrificação nunca será atingida e o motor poderá entrar em colapso ainda no prazo de garantia.

 

4) Leve em conta que atualmente, a bomba de óleo não é mais o item mais caro na reforma do motor, pelo contrário, dependendo do modelo pode ser o mais barato. 

A bomba não puxa óleo.

Neste caso é preciso saber se foi feito o teste manual ou apenas não puxou o óleo após montada no motor. Vamos analisar:

 

Teste manual:

Alguns aplicadores, utilizando-se de uma bacia com óleo, imergem o pescador, acionando o eixo da bomba. Pela maneira que o óleo é expelido, dizem se a bomba está boa ou não.  Saiba que este método serve apenas para o caso de bombas novas, pois acusará alguma obstrução no pescador, cujas causas poderão ser:

a)Obstrução no pescador

b)Após desmontada, perdeu-se o ajuste entre corpo e tampa, acusando entrada de ar

c)Válvula desmontada, causando também a entrada de ar

d)Falta de alguns componentes internos ao remontar a bomba

 

Montada no motor:

Neste segundo caso, precisamos saber se a bomba não puxou o óleo ou se as condições do motor e a técnica utilizada na montagem, não deixaram puxar o óleo. Para saber, responda as perguntas abaixo:

 

a)A bomba foi lavada com querosene e, após totalmente seca, montou-a em seguida ?

O correto seria tê-la carregado com óleo limpo antes de montá-la no bloco. 

b) Foi verificado se há vão suficiente entre o pescador e o fundo do cárter ? Não há nenhum amassado no cárter?

c) Como você fez o ajuste da bomba ao bloco?

. Usou a junta que vem no jogo de juntas do motor. Correto!

. Usou cola ou vedante para juntas. Errado!

. Teve que “chamar” a bomba com o parafuso de fixação para encaixá-la ao bloco. Correto!

d)Como verificou o estado da galeria principal de lubrificação do motor.

 

. Retirou os selos velhos antes de lavar o bloco? Correto!

. Verificou visualmente se a galeria estava desobstruída antes de colocar o selo novo? Correto!

. Só passou o ar na galeria? Errado!

. Só passou a vareta na galeria? Errado!

A bomba não está dando pressão.

Esta é talvez a reclamação mais freqüente em relação às bombas de óleo novas. A razão disso é que, a idéia da pressão do óleo ser função exclusiva da bomba, está muito enraizada na cultura dos  nossos aplicadores. Quando o manômetro não indica pressão suficiente, a bomba de óleo é a primeira peça a se suspeitar. Esta questão é muito polêmica e necessita de explicação detalhada.   

Se alguém disser: “A bomba de óleo não é responsável pela pressão do motor” ! Provavelmente, terá que correr ou tapar os ouvidos...... Portanto, a menos que tenha lido as explicações baixo, nunca diga isto, sem ter uma boa rota de fuga......... 

 

Digamos que o sujeito da frase esteja 90% certo! Conheça os fatores que determinam a pressão do óleo lubrificante em um motor: 

 

a) Temperatura e viscosidade do óleo

b) Estanqueidade do circuito de lubrificação (vazamentos e entrada de ar)

c) Folgas radiais de óleo nos mancais e bielas ( ajustes entre bronzinas e virabrequim)

d) Folga axial do virabrequim

e) Folgas nos mancais do eixo comando de válvulas (ajuste das buchas do comando)

f) Fugas de óleo no ajuste da bomba ao bloco

g) Obstruções no circuito de lubrificação

h) Entrada de ar no circuito de lubrificação

i) Válvula de alivio de pressão. Travada na posição aberta

j) Filtro de óleo saturado ou entupido

k) Alterações de características originais do motor, sem o necessário redimensionamento do processo dinâmico de lubrificação (colocar turbo, sem aumentar e refrigerar o fluxo de óleo)

l)  Elemento filtrante não indicado para o tipo de óleo usado (motores diesel)

m) Fugas de óleo pelo ajuste incorreto da bomba de combustível (alguns modelos)

n) Fuga de óleo pela montagem incorreta da bomba injetora (motor MB OM 352)

o) Utilização incorreta de óleos de última geração, com excesso de aditivos detergentes em motores cujas galerias não foram lavadas quimicamente e de forma adequada.

 

A bomba pode sim ser a responsável pela queda de pressão do óleo, mas você como vimos acima, a razão disso pode ser por outros motivos.

 

 

Para entender melhor:

 

Situação 1

Quando damos a partida em um motor com o óleo frio, a pressão é maior, não é?

Pois é o mesmo óleo, a mesma bomba e o mesmo giro do motor, mas quando o óleo esquenta, a pressão cai.

 

Situação 2

Quando se quer vender um carro “barulhento” e com a luz do óleo quase ascendendo, levando vantagem (Lei de Gerson) o que se faz?

Coloca-se um óleo mais viscoso. Os barulhos diminuem e a luz se apaga, pois a pressão aumenta.

 

Podemos então dizer novamente: A mesma bomba e o mesmo giro do motor e há variação da pressão.

 

Os 2 casos acima servem apenas para ilustrar de modo prático os itens “a” e “b” da lista acima. Para facilitar o seu trabalho, a Anroi desenvolveu um equipamento que “simula” várias situações de serviços e montagens de motores, no qual é instalada uma única bomba e, sempre com o mesmo giro, é possível alterar a pressão do óleo. 

 

É possível, mesmo sem este equipamento e por meio de comparações, explicar todos aqueles nomes técnicos. Vamos usar exemplos mais simples do nosso dia a dia: 

 

Tente encher uma bexiga furada. Fácil não? Imagine que o seu pulmão é a bomba e a bexiga o motor. Nunca conseguirá enchê-la, uma vez que ela está com fuga de ar.

Entendeu? Jamais uma bomba conseguirá mandar óleo suficiente para um motor com fugas de óleo. A pressão adequada nunca será atingida, pois o óleo escapa pelas folgas. 

 

Bem, já brincamos demais! Agora vamos definir para valer o que é e qual a real função da bomba de óleo!

 

A bomba de óleo tem a função de ir deslocando o óleo de cárter do motor. Conforme o motor vai sendo preenchido com este óleo, vai se formando uma resistência (a chamada contrapressão) que é função e depende das fugas e folgas de óleo do motor. A bomba tem que vencer esta resistência e continuar mandando óleo, até que a contrapressão fique tão alta a ponto de abrir a válvula de alívio. 

Agora vamos auxiliá-lo como montar a bomba no motor! 

Quais os cuidados que devo tomar antes de montar a bomba de óleo nova no motor?

 a) Limpeza geral das galerias de óleo.

b) Verificar as folgas de óleo no virabrequim, eixos intermediários e comando de válvulas.

c) Verificar seqüência de montagem das capas de mancal e de biela.

d) Aperto dos parafusos das capas, com torque especificados.

e) Montagem do eixo do distribuidor ( Todos os motores gás/álcool. Exceto Monza/Kadett/Omega.

 

1) Pegue uma cuba e coloque óleo de motor limpo e novo
2) Mergulhe o pescador da bomba e gire manualmente se eixo, de modo que o óleo suba e comece a sair pelo furo de comunicação com o bloco
3) Coloque a junta nova na bomba-bloco, que vem com o jogo de juntas do motor
4) Encaixe manualmente a bomba ao bloco
5) Forçando a bomba contra o bloco com a mão, gire manualmente o eixo do distribuidor. Ele deve girar apenas com a força da outra mão.
6) Coloque e aperte os parafusos de fixação, com o torque especificado (máx. 3Kgfxm p/ motores gás/alc)
7) Certifique-se que o eixo do distribuidor continue girando manualmente
8) Coloque o cárter, que deverá estar rigorosamente limpo

 

Ok! Então agora, é só entregar o motor para o cliente? 

 

NUNCA! Mesmo que se tenha trocado apenas a bomba, é preciso que se verifique se está tudo normal. É como se fosse um médico, que após a cirugia do coração, mandasse o paciente imediatamente para casa! Portanto, é hora de testar o seu serviço, amigo!

 

Siga os passos abaixo:

 

01) Retire o sensor de pressão do óleo e coloque um manômetro

02)  Coloque óleo limpo e com viscosidade normal

03)  Prepare a tampa de válvulas para ser retirada

04)  Dê partida no motor sem acelerar

05)  Imediatamente, abra a tampa de válvulas e verifique se o óleo está chegando e o tempo que  demora. Feche-a em seguida

06)  Anote a pressão de marcha lenta com o motor frio

07)  Se tudo estiver normal, deixe o motor esquentar

08)  Com o motor quente e em marcha lenta, note que a pressão do óleo cai, mas nunca inferior a 1Kgf/cm2 (este valor depende do motor em questão)

09)  Acelere gradativamente o motor e verifique se a pressão aumenta

10)  Acelere fundo e note se a pressão está estabilizando em um valor máximo em torno de 5 a 7 Kgf/cm2

11)  Deixe o motor funcionando por pelo menos uma hora

12)  Se o motor foi recondicionado, troque o óleo e o filtro, antes de entregar ao seu cliente. O óleo deverá ser trocado de novo após 500Km

Procedimentos da Garantia.

Os produtos Anroi, são garantidos contra defeitos de fabricação, durante os 06 (seis) primeiros meses de uso. No entanto, sua durabilidade é igual a bomba de óleo montada no veículo zero quilômetro, pela simples razão de serem absolutamente idênticas em todos os aspectos, ou seja, mesma matéria prima, tratamento térmico e, principalmente a mesma tecnologia aplicada na produção. 

Hoje em dia, o consumidor está mais exigente e conhecedor de seus direitos. Por este motivo, a  Anroi preocupa-se em desenvolver produtos que satisfaçam os mais exigentes profissionais e consumidores. Assim como os mais diversos produtos fabricados em nosso país, seja em autopeças, eletrônicos ou eletrodomésticos, existe um termo ou um contrato de garantia, onde estão discriminados os procedimentos e condições para fazer valer os seus direitos. No nosso caso, não é diferente!  Veja em detalhes tudo o que você precisa saber na hora de decidir-se por uma bomba de óleo Anroi.

Transporte e Armazenamento.

Ao contrário do que muitos pensam, uma bomba de óleo é extremamente frágil. Veja os cuidados que devem ser tomados: 

a) Prenda firmemente as caixas, p/ que elas não fiquem batendo durante o transporte

b) Proteja-as contra a umidade

c) Não coloque em cima, pesos superiores a 5(cinco) vezes o peso da bomba

d) Retire a bomba da caixa apenas no momento do uso

e) Não deixe o saco plástico aberto

f) Apenas retire o óleo protetor no momento do uso

g) Evite quedas ao armazená-las

No momento da compra.

a) O cliente deve ser avisado que existe um termo de garantia dentro da embalagem.
b) O termo de garantia deve ser carimbado e datado pelo revendedor.
c) O cliente deverá guardar o termo de garantia nota fiscal.

Solicitando a garantia.

Certifique-se de que a bomba de óleo está realmente apresentando algum defeito de fabricação. Leia atentamente o termo de garantia e as dicas constantes neste manual. 
Só então, encaminhe ao revendedor, juntamente da nota fiscal e o termo carimbado.  Relate o problema ao revendedor, apontando o defeito apresentado pela bomba. Em caso de dúvidas, fale com o nosso “Atendimento ao cliente Anroi”: 0800-121907.

Como encaminhar a bomba até a Anroi?

 A bomba deverá ser encaminhada à nossa fabrica, para que possam ser efetuados os testes de constatação por nossos técnicos. Antes de encaminhar o produto à fabrica, comunique o  nosso serviço de atendimento e junte os seguintes documentos:

        a) Termo de garantia carimbado

b) Cópia da nota fiscal de venda ao consumidor

c) Nota fiscal de remessa para análise técnica (código 5.99 p/ SP ou 6.99 demais estados)

d) Breve histórico do problema encontrado

 

Nota: O frete da remessa correrá por conta do remetente. Ao constatarmos o referido defeito, o mesmo será reembolsado.

Fatores que contribuem para a perda da validade da garantia.

) Bomba desmontada por terceiros.
2) Aplicação de produtos químicos que interfiram no funcionamento da bomba e/ou livre escoamento do óleo do motor (cola de juntas, silicone, sikafles, etc).
3) Presença de partículas metálicas ou abrasivas superiores a 0,05mm, no óleo lubrificante.
4) Presença de água no óleo lubrificante.
5) Presença de resíduos sólidos de qualquer natureza no óleo lubrificante ou no cárter.
6) Colocação de equipamentos e acessórios que alteram as características originais do motor (turbinas, radiadores de óleo, filtros com elemento filtrante não homologado pelo fabricante).
7) Desalinhamento como eixo acionador.
8) Montagem da bomba ao bloco, com aperto fora do especificado pelo fabricante.
9) Utilização do motor fora do que é aceito pelo fabricante (uso estacionário não homologado pelo fabricante, competições, pegas ou rachas).

Recomendação Importante.

Ao recebermos uma bomba de óleo para análise em garantia, damos inicio a um processo de trabalho que pode ser bem rápido, quando forem atendidas as recomendações descritas acima.  Ao contrário, quando não são observadas as orientações, o tempo de solução é bastante comprometido.  

 Portanto, a Anroi orienta seus clientes por meio destes princípios, para que sejam resguardados os “Direitos do Consumidor”.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA E GARANTIA

PRODUTOS COM GARANTIA ASSEGURADA

Garantir o melhor desempenho dos nossos produtos e proporcionar os melhores resultados é o nosso objetivo, por isso, deixamos a disposição de um serviço estruturado e preparado para atender as solicitações dos nossos clientes.

  • Serviço de retirada de garantia (São Paulo);
  • Equipe técnica altamente qualificada;
  • Visita técnica em campo;
  • Laudo em até 72hs.

CHAME O SUPER!

ATENDIMENTO ESPECIALIZADO

O Super é composto por profissionais experientes e qualificados para prestar todo suporte ao reparador, o objetivo é garantir que os produtos ANROI sejam aplicados da melhor maneira garantindo assim os melhores resultados.